Por: Isabelle Caroline (Brasil)
Nesta quarta feira, o arcebispo de Recife e Olinda, dom José Cardoso Sobrinho excomungou a mãe, os médicos e outros envolvidos no aborto legal feito por uma menina de 9 anos, que era abusada sexualmente pelo padrasto desde os 6 anos. Segundo ele, o aborto foi um crime e que as leis do Homem não está acima das leis de Deus.
A menina deu entrada em uma maternidade pública de Recife, na noite de terça feira. Desde então, ingeriu uma dose de medicamentos para provocar o aborto de gêmeos, que se deu na manhã de quarta feira.O médico Olímpio de Moraes, um dos que tratou da menina disse que, se a gravidez continuasse ela corria sério risco de morrer ou de não poder mais engravidar.
Apesar da oposição declarada do arcebispo, a equipe médica decidiu em prol da saúde da criança. A reação de dom José foi imediata. Assim que soube que o aborto havia sido consumado,decidiu que todas as pessoas que participaram do aborto, exceto a criança, estão excomungadas da Igreja.
“Para incorrer nessa penalidade eclesiástica, é preciso maioridade. A Igreja, então, é muito benévola, quer dizer, sobretudo, com as pessoas de menor. Agora o adulto, quem aprovou quem realizou esse aborto, incorreu na excomunhão. A Igreja não costuma comunicar isso. Agora, a gente espera a hora da morte para se arrepender”.Disse o bispo
A educadora do SOS Corpo,entidade em defesa da mulher, Carla Batista, não concorda com a decisão do arcebispo, afirmando que há organizações que não levam em consideração a vida da menina.Há muita polêmica em cima de um caso que é feito de forma legal, apoiado por um responsável pela menor.O teólogo da PUC, João Batistiole afirmou que a igreja perderá sua credibilidade com isso.
Saiba Mais:
http://http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3613893-EI306,00-Igreja+excomunga+responsaveis+por+aborto+de+menina+de+anos.html
http://http://oglobo.globo.com/pais/cidades/mat/2009/03/04/menina-de-9-anos-estuprada-por-padrasto-submetida-aborto-em-recife-754680349.asp
http://http://oglobo.globo.com/pais/cidades/mat/2009/03/04/igreja-catolica-lamenta-aborto-realizado-por-menina-de-9-anos-estuprada-pelo-padrasto-754681112.asp
Enquete:
Você achou correta atitude do bispo de excomungar a mãe, os médicos e outros envolvidos no caso?
( ) Sim
( ) Não
Fórum:
Por que o bsipo não excomungou também o padrasto da menina? Você acha que a Igreja deveria rever seus conceitos de forma a se ajustar as situações atuais?
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terça-feira, 10 de março de 2009
Arcebispo excomunga mãe e médicos envolvidos no aborto de menina estuprada pelo padrasto

Por: Isabela Silvino (Brasil)
O arcebispo de Olinda e Recife, José Cardoso Sobrinho, excomungou nessa quarta-feira todos os envolvidos no aborto feito pela menina de 9 anos estuprada pelo padastro, que confessou estuprar a enteada desde os 6 anos. Entre os excomungados, estão a mãe e os médicos. Dom José Cardoso Sobrinho justificou sua ação afirmando que o aborto foi um crime, e que as leis dos homens não estão acima das leis de Deus.
O médico Olímpio Moraes, um dos que tratou da menina, afirma que ela corria sério risco de morrer, ou talvez não pudesse mais engravidar. A lei permite que o aborto seja realizado quando o caso for de estupro, ou quando a mãe corre risco de morrer. Mesmo com os motivos sendo fundamentados em leis, a equipe médica sofreu com a oposição do arcebispo de Recife, um integrante da ala conservadora da Igreja.
Internada desde terça-feira numa maternidade de Recife, e alheia a polêmica, a menina de 9 anos recebeu doses de um medicamento para interromper a gravidez. No fim da manhã de quarta-feira, o aborto foi consumado. Após saber que o aborto havia sido feito, o arcebispo penalizou a mãe da menina e os médicos que participaram do aborto, exceto a criança, com a excomungação. E declarou que a Igreja Católica considera que houve um crime e um ato inaceitável para a doutrina.
Já as entidades de defesa da mulher, da criança e de adolescentes não concordam com a opinião do arcebispo e condenam sua atitude:
- Há organizações que não levam em consideração a vida da menina em um momento como esse e fazem um enorme desserviço em criar uma polêmica em torno de um caso que está garantido por lei – afirmou a educadora do SOS Corpo, Carla Batista.
Quem também comentou o caso, foi o teólogo e ex-professor da PUC São Paulo, João Batistiole:
- É uma posição dura, difícil de entender, uma posição institucional. A Igreja perde uma pouco da credibilidade perante os seus fiéis.
Enquete:
O arcebispo está correto em excomungar os médicos e a mãe da menina?
( ) Sim
( ) Não
Fórum:
Apesar de excomungar os médicos e a mãe da menina, o Arcebispo de Olinda e Recife não excomungou o padrasto que cometeu o estupro. Qual é a sua opinião sobre o tema?
Saiba mais:
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quinta-feira, 5 de março de 2009
Arcebispo pernambucano excomunga médicos e mãe de menina que fez aborto legal
Por Hanrrikson de Andrade
O aborto legal feito por uma menina de 9 anos, que sofria abuso sexual do padrasto desde os 6, irritou profundamente as autoridades católicas de Pernambuco. O arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, excomungou nesta quarta-feira a mãe, os médicos e os outros envolvidos no caso. O religioso, que é integrante de uma ala conservadora da Igreja, se justificou afirmando que a prática do aborto é um crime contra a vida e que a lei dos homens não está acima das leis de Deus.
A menina segue em estado de observação em uma maternidade pública da capital pernambucana. Ela, que foi internada na noite da última terça-feira, estava grávida de gêmeos. O aborto foi consumado na manhã do dia seguinte. Segundo o médico Olímpio Moraes, a menina poderia ter complicações caso a gestação não fosse interrompida.
- Se a gravidez continuasse, o dano seria pior, podendo levar a uma gravidez de alto risco. O risco existiria até de morte ou de uma sequela definitiva de não poder mais engravidar – explicou.
O médico responsável pela cirurgia argumenta que o abortamento está previsto em lei nos casos de estupro e gestação com risco de vida. O quadro clínico da menina se encaixava em ambos os casos.
- Há duas indicações legais no abortamento previsto em lei, que é o estupro e o risco de vida. Ela está incluída nos dois e, como médico, a gente não pode deixar que uma menina de 9 anos seja submetida a sofrimento e até pagar com a própria vida – afirma.
A reação da Igreja foi praticamente instantânea. Dom José Cardoso Sobrinho disse que a Igreja Católica considera que houve um crime e um ato inaceitável para a doutrina. E sentenciou: todas as pessoas que participaram do aborto, com exceção da criança, foram oficialmente excomungadas.
- Para incorrer nessa penalidade eclesiástica, é preciso maioridade. A Igreja, então, é muito benévola, quer dizer, sobretudo, com as pessoas de menor. Agora os adultos, quem aprovou, quem realizou esse abordo, incorreu na excomunhão. A Igreja não costuma comunicar isso. Agora, a gente espera que essa pessoa, em momentos de reflexão, não espere a hora da morte para se arrepender - afirma.
A decisão do arcebispo, porém, é contrária às opiniões de várias entidades de defesa da mulher, da criança e do adolescente. De acordo com uma das educadoras do SOS Corpo, Carla Batista, não houve infração alguma no caso do aborto legal da menina. Além disso, ela diz que a vida da mulher geralmente não é considerada pelas instituições.
- Há organizações que não levam em consideração a vida dessa menina em um momento como esse e fazem um enorme desserviço em criar uma polêmica em torno de um caso que está garantido por lei e que há uma decisão da responsável pela menor no sentido de encaminhar dessa forma como está sendo encaminhado – disse.
Já o teólogo e ex-professor da PUC-SP João Batistiole avalia que a Igreja Católica pode perder credibilidade ante os seus fiéis.
- É uma posição dura, difícil de entender, uma posição institucional. A Igreja perde um pouco da credibilidade perante seus fieis – analisa.
Saiba Mais:
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ENQUETE - Você acha que a decisão do arcebispo José Cardoso Sobrinho de excomungar os médicos e os parentes da menina pode fazer com que a Igreja Católica perca credibilidade perante seus fiéis?
SIM / NÃO
FÓRUM - Qual é a sua opinião? A Igreja Católica precisa rever alguns de seus conceitos e se adequar às diretrizes morais do mundo contemporâneo?
Editoria: Brasil
O aborto legal feito por uma menina de 9 anos, que sofria abuso sexual do padrasto desde os 6, irritou profundamente as autoridades católicas de Pernambuco. O arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, excomungou nesta quarta-feira a mãe, os médicos e os outros envolvidos no caso. O religioso, que é integrante de uma ala conservadora da Igreja, se justificou afirmando que a prática do aborto é um crime contra a vida e que a lei dos homens não está acima das leis de Deus.A menina segue em estado de observação em uma maternidade pública da capital pernambucana. Ela, que foi internada na noite da última terça-feira, estava grávida de gêmeos. O aborto foi consumado na manhã do dia seguinte. Segundo o médico Olímpio Moraes, a menina poderia ter complicações caso a gestação não fosse interrompida.
- Se a gravidez continuasse, o dano seria pior, podendo levar a uma gravidez de alto risco. O risco existiria até de morte ou de uma sequela definitiva de não poder mais engravidar – explicou.
O médico responsável pela cirurgia argumenta que o abortamento está previsto em lei nos casos de estupro e gestação com risco de vida. O quadro clínico da menina se encaixava em ambos os casos.
- Há duas indicações legais no abortamento previsto em lei, que é o estupro e o risco de vida. Ela está incluída nos dois e, como médico, a gente não pode deixar que uma menina de 9 anos seja submetida a sofrimento e até pagar com a própria vida – afirma.
A reação da Igreja foi praticamente instantânea. Dom José Cardoso Sobrinho disse que a Igreja Católica considera que houve um crime e um ato inaceitável para a doutrina. E sentenciou: todas as pessoas que participaram do aborto, com exceção da criança, foram oficialmente excomungadas.
- Para incorrer nessa penalidade eclesiástica, é preciso maioridade. A Igreja, então, é muito benévola, quer dizer, sobretudo, com as pessoas de menor. Agora os adultos, quem aprovou, quem realizou esse abordo, incorreu na excomunhão. A Igreja não costuma comunicar isso. Agora, a gente espera que essa pessoa, em momentos de reflexão, não espere a hora da morte para se arrepender - afirma.
A decisão do arcebispo, porém, é contrária às opiniões de várias entidades de defesa da mulher, da criança e do adolescente. De acordo com uma das educadoras do SOS Corpo, Carla Batista, não houve infração alguma no caso do aborto legal da menina. Além disso, ela diz que a vida da mulher geralmente não é considerada pelas instituições.
- Há organizações que não levam em consideração a vida dessa menina em um momento como esse e fazem um enorme desserviço em criar uma polêmica em torno de um caso que está garantido por lei e que há uma decisão da responsável pela menor no sentido de encaminhar dessa forma como está sendo encaminhado – disse.
Já o teólogo e ex-professor da PUC-SP João Batistiole avalia que a Igreja Católica pode perder credibilidade ante os seus fiéis.
- É uma posição dura, difícil de entender, uma posição institucional. A Igreja perde um pouco da credibilidade perante seus fieis – analisa.
Saiba Mais:
Após aborto, menina de 9 anos deve ter alta nesta quinta-feira
Menina de 9 anos estuprada por padrasto é submetida a aborto em Recife
Igreja Católica tenta impedir aborto de menina de 9 anos abusada por padrasto em PE
ENQUETE - Você acha que a decisão do arcebispo José Cardoso Sobrinho de excomungar os médicos e os parentes da menina pode fazer com que a Igreja Católica perca credibilidade perante seus fiéis?
SIM / NÃO
FÓRUM - Qual é a sua opinião? A Igreja Católica precisa rever alguns de seus conceitos e se adequar às diretrizes morais do mundo contemporâneo?
Editoria: Brasil
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